sexta-feira, outubro 29, 2004

Os fins [intermitentes] justificam os meios [intermitentes]

Eu estava com um porre dramático na terça-feira. Não! Não era um porre de bebida alcóolica. Era mais um de sentimentos, que julgaria eu pior que qualquer outro tipo. Há, no quê físico, uma abstração em crer que ocaso simplesmente para os órgãos, em especial o fígado. Porém, no porre sentimental, não existe caminho: o "álcool" entra por qualquer lugar, passa por qualquer lugar e sai pelos olhos, como lágrimas. Esse é o fim do caminho intermitente. Sei que deveria ser mais exato e não divagar tanto, prolixando meus difusos oratórios, mas não caberia, pois vale a mim ser coerente ao título; este sim quer chegar em algum lugar, de volta aos meios sem fins intermitentes...

quarta-feira, outubro 27, 2004

Para fins jornalísticos, num meio intermitente

Olha que o secretário de segurança do Rio de Janeiro, senhor Anthony Garotinho, mostrou ter profundo conhecimento em áreas estatísticas, trocando algumas palavras na agenda de ocorrências da polícia. "Roubo de celulares em transportes públicos" virou apenas "Roubo de celulares"; agora sim, os "furtos" nos ônibus vão diminuir, pelo menos estatisticamente [rs].

quinta-feira, outubro 21, 2004

Sentir-se mal, por fins intermitentes

Passei o dia um pouco avesso, pois creio que ainda preciso aprender quem sou e, não somente, preciso saber como banir os momentos de "fossa" da minha vida. Pazes feitas com a Matemática, as poesias vão lentamente se extingüindo, ou ficando visivelmente mais maduras e sensatas, porém, esporádicas. Já não distorcem meu dedo implorando pela existência, já não me surgem em lugares inesperados, como frente a um ponto de ônibus. Elas ainda habitam a imensidão da minha prosódia, mas preferem-se manter ao acaso, dispersas na minha dimensão infinita, cogitando uma uma hipótese para o súbito aparecimento.

Venho tentando enxergar o elo entre as coisas. Por que a beleza daquele rapaz me fere até o cairel da minha pobre alma? E que conexão tem isto com a minha tristeza?
Ser feliz, já concordo com esta forma de pensar. É fingir. É aprender a enganar constantemente [ou em maior número de vezes] o seu subconsciente. É reestruturar o campo psicológico a favor do bom ângulo. Sentir orgulho das coisas simples.

Queria tanto poder saber traduzir toda tristeza que me vem de surpresa; queria poder olhar para as pessoas e enxergar sentido até mesmo na minimalidade; queria saber escrever o que
sinto, e não usar aproximações apenas...

No meio da aula, para fins quaisquer...

Quando não se tem o que falar, acaba-se deixando o verbo escapar; e depois perdem-se os instrumentos de medição das conseqüências: acabamos por cair no retórico buraco da consciência, o qual acabamos de construir com os instrumentos perdidos. Acho que por isso há perfeição no silêncio e harmonia como o tal. Os que muito falam são inseguros dos próprios atos, e buscam, na segurança da palavra dita, pessoas que as compreendam através de uma projeção do que se julga bom em si mesmo. É preciso que haja um ego-entendimento para compreender que no silêncio é que reside a mais completa definição.

segunda-feira, outubro 18, 2004

Para quem não sabe o que é intermitente, para fins Matemáticos

Tenho descoberto que expectativas são como crianças esperançosas que se revelam dentro de nós, aquele pedaço emocionalmente frágil, necessitado de carência. Como se uma parte irracional de nós mesmos fosse expelida para fora do corpo, como lava vulcânia; e por mais que tentemos cerrar a tempo, o desastre já está feito: milhões de pessoas morrem, milhões de árvores ficam sucumbidas, há uma completa destruição em massa. Desde que idealizei o blog andei pensando nisso. Vejo que realmente consegui estruturar as palavras e a idéia inicial: um blog intermitente; gerador de idéias.

Funcionalmente, quase que holomorfo, venho me distribuindo em cantos e cerrando o primeiro cuspe do vulcão que mora em mim. Já não sou um desenhista do futuro tão exímio quanto costumava. Já começo a aprender lentamente o significado mais importante do tempo: a sua constância. Sim, eu sei da velocidade da luz e da sua conexão íntima com o tempo; sei também das inúmeras pesquisas de cientistas que pretendem "manipulá-lo". Mas elas não me importam, pois em minha existência, sempre será uma constante. Um valor ditado. Uma regra inalterável. Porque, se por um lado as horas podem passar mais ou menos rápido com uma certa velocidade, mentalmente não há nenhum progresso. Como um cientista veterano que ainda não sou, mas com minhas letras quase mortas, batizo esse tempo de "tempo estagnado".

O "tempo estagnado" não é nada menos que a concretização do tempo passado e nada mais que a vontade que o ser humano tem de sempre estar a frente. Um intervalo infinitesimal no qual percorremos milhares de horas mas, para nós, passaram-se apenas alguns segundos. O que o homem busca, o tal do avanço cerebral não se consegue com máquina, mas sim, com o tempo propriamente dito, aquele que passa constantemente. Pelo menos nisso posso concordar: há mais sabedoria nas coisas da natureza que supõe a nossa vã Matemático-filosófica-vida.

sexta-feira, outubro 15, 2004

Para fins astrológicos, mesmo não crendo muito...

Meu horóscopo de hoje dizia:

Escorpião

"Insatisfação na área profissional. De vez em quando, você se desencanta com as dificuldades encontradas em fazer um trabalho que represente as suas aspirações. Não se entregue a estas suas tendências destrutivas."

Para quem não crê em futuro lido nos astros, eu quase tombei da cadeira. De certo que aposto: não foi todo escorpiano que leu isso e sentiu a mesma coisa. Tem hora que essas previsões acertam. A coisa mais engraçada, a meu ver, é como o horóscopo se adapta a você, mesmo o público alvo sendo tão imenso e gigantesco. Obviamente eu sei dos duelos freudianos que minha mente traça e conheço também o fato de todo ser humano ter seu lado destrutivo; parece claro que o "cara" do horóscopo também sabia. Enfim, seja lá qual quizumba, qual parafernalha, ou mesmo, qual presente divino me fez ler o jornal, creio que o enredo se adapta bem aos fatos. E qualquer leitor que duvide disso, pode voltar aos posts anteriores e comprovar! Eu já vinha falando disso há um belo tempo: em como falta em mim um sentido [pausa teatral intermitente para a peça 'Deve haver algum sentido em mim que basta'! Uau! Que título!]. Não continuarei a vaguear sobre isso, apenas desconfiarei de que minha terapeuta anda escrevendo colunas astrológicas para o jornal [vou perguntar pra ela].

Eu vou tentar dormir agora, afinal tenho prova de Olimpíada de Matemática pra fazer amanhã [aliás, hoje!], preciso relaxar e tentar dormir direito. Torçam por mim, transeuntes invisíveis do meu querido blog.

quinta-feira, outubro 14, 2004

A[O] dona[o] da história, para fins cinematográficos

Quem nunca se perguntou: será que meu presente seria melhor vivendo um passado diferente? Creio que muitos diriam sim, até porque existe toda uma expectativa intermitente dentro do ser humano, alguns sempre crêem que a vida do outro é melhor e, que no fim das contas, a sua vida de nada serviu. É esta a história deste filmezinho (bem pipoca) com enredo muito interessante, embora não possa negar que seja repetição de alguns padrões Hollywoodianos.Aprendizado? Como com qualquer filme que navega no cairel da natureza humana, podemos aprender muitas coisas. Acho que a principal talvez resida no fato de que o melhor futuro é o que a gente escolhe. É! Esquecer esta idéia de que algo poderia ser melhor e viver o presente momento. Viver com intensidade a imaginar que este fora o melhor futuro que poderia ter havido e que, dentre tantos outros, foi aquele que você escolheu: ser o prórpio dono da história! Saborear a vida tem um quê de intermitente...

quarta-feira, outubro 13, 2004

Para fins notórios, como quem nada quer

Eis que venho me sentindo deprimido, novamente, com o passar dos dias. Alvoroçando aqui ou lá; dentro de mim, o que respira na atmosfera bruta do meu corpo jaz intermitente. Por horas sinto desprender este calafrio, estas palpitações; por instantes, presumo estar livre, desfeito da condição de matéria que tanto me atrai a este Planeta. Mas descubro que não há fim, que o mal mora como um espírito dentro do meu corpo, escondido pela condição de alma, pela condição de não existir fisicamente. Para fins, hoje me encontro desencontrado, achando que horizonte não passa de uma linha reta que se desprende do infinito, dando forma e cores ao meu passado.Para fins intermitentes, não sei resumir como me encontro, nesta hora quero apenas não saber como hei de me encontrar...